Hoje apetece-me falar sobre a minha infância com os meus avós, que foi bem vivida, animada, recheada de histórias, brincadeiras, cantigas, as partidas pregadas... e que partidas! Nada de ofensivo, nem para faltar ao respeito, apenas para brincar.
Lembro-me dos tempos em que resolvia esconder-me na varanda existente na casa dos meus avós, encolhia-me lá com uma grande aranha de plástico e uma linha que a prendia. O meu avô ficava no rés-de-chão e dava-me sinal para eu saber quando é que a super aranha poderia atacar... O alvo era a minha avó, que passava com um alguidar de roupa lavada, pronta a ser estendida. Quando a aranha aterrava na roupa lavada, havia um misto de satisfação porque consegui cumprir a partida a que me tinha proposto e uma vontade imensa de rir que não era controlada por mim nem pelo meu avô. Já a minha avó não gostava nada de aranhas, muito gritou ela. =P
Lembro-me dos tempos em que resolvia esconder-me na varanda existente na casa dos meus avós, encolhia-me lá com uma grande aranha de plástico e uma linha que a prendia. O meu avô ficava no rés-de-chão e dava-me sinal para eu saber quando é que a super aranha poderia atacar... O alvo era a minha avó, que passava com um alguidar de roupa lavada, pronta a ser estendida. Quando a aranha aterrava na roupa lavada, havia um misto de satisfação porque consegui cumprir a partida a que me tinha proposto e uma vontade imensa de rir que não era controlada por mim nem pelo meu avô. Já a minha avó não gostava nada de aranhas, muito gritou ela. =P
Depois havia a parte das osgas. Essas lembravam-se de aparecer no quintal, naqueles dias quentes de Verão. O meu avô ensinou-me algo útil para assustar a minha avó e também para rirmos à pala disso. Quando se corta a cauda a uma osga, este volta a crescer e elas não sofrem com isso... Actualmente, acho que as coitadas não deviam gostar muito de ficar sem o seu rabiosque e já não acontece, não se preocupem com as osgas, eram outros tempos e foi uma situação pontual. O resultado disso foi uma vassoura na mão, uma osga a fugir rapidamente pela parede acima, a minha avó a ralhar pelo que tinha sido feito e um rabinho de osga a abanar por todos os lados no chão, com gargalhadas à mistura. Um pouco sádica, não? Peço desculpa se feri a susceptibilidade de alguém, mas vou apenas mencionar mais duas dessas aventuras que guardo em mim.
No quintal dos meus avós, havia uma nespereira e também um limoeiro. Era por baixo do limoeiro que eu criei o meu cemitério de porca-saras, também conhecidos por bichos de conta. Lá ia eu "desviar" fósforos e caixas de fósforos da cozinha... Sei que era triste, mas aconteceu.
Em relação à nespereira, sempre gostei de nêsperas, mas os pardais teimavam em ir estragá-las porque também as queriam. Agora o objecto que a palavra "fisga" representa diz-vos algo, não é? =P Não andei a matar animais, não pensem isso porque não sou assim. Acertava era nas desgraçadas das nêsperas e nas folhas da nespereira (confesso que nunca tive muita pontaria), os pardais assustavam-se e voam para longe das minhas protegidas. O resultado era um quintal cheio de bocadinhos pequeninos de arame, o meu avô e eu a rirmos que nem uns perdidos e a minha avó a ralhar com a gente. =P
Isto era com os avós maternos, com o avô paterno havia a parte de andar livremente de bicicleta e um jogo de setinhas, em que se tem um alvo... Como mencionei anteriormente, nunca tive muita pontaria. Não sei como, consegui acertar no centro cerca de 3 ou 4 vezes, mas muito se queixou aquela parede, ficou minada com tanto dardo que a atingiu! O meu avô limitava-se a rir e dizia que não havia problema, claro que isto era traduzido na minha mente como um: continua a atirar em frente, no matter what! E eu assim o fazia, mas já me deixei disso, podem ficar descansados que já não sou esse perigo.. Talvez serei outros! =P
Sinto saudades dos tempos de infância e adolescência, em que tínhamos os nossos avós por perto, a contar histórias hilariantes e dos bons tempos que passávamos juntos.
Estas recordações por mim descritas são uma forma de homenagear o meu avô paterno e o meu avô materno, onde quer que eles estejam... Ainda me fazem sorrir! =)
No quintal dos meus avós, havia uma nespereira e também um limoeiro. Era por baixo do limoeiro que eu criei o meu cemitério de porca-saras, também conhecidos por bichos de conta. Lá ia eu "desviar" fósforos e caixas de fósforos da cozinha... Sei que era triste, mas aconteceu.
Em relação à nespereira, sempre gostei de nêsperas, mas os pardais teimavam em ir estragá-las porque também as queriam. Agora o objecto que a palavra "fisga" representa diz-vos algo, não é? =P Não andei a matar animais, não pensem isso porque não sou assim. Acertava era nas desgraçadas das nêsperas e nas folhas da nespereira (confesso que nunca tive muita pontaria), os pardais assustavam-se e voam para longe das minhas protegidas. O resultado era um quintal cheio de bocadinhos pequeninos de arame, o meu avô e eu a rirmos que nem uns perdidos e a minha avó a ralhar com a gente. =P
Isto era com os avós maternos, com o avô paterno havia a parte de andar livremente de bicicleta e um jogo de setinhas, em que se tem um alvo... Como mencionei anteriormente, nunca tive muita pontaria. Não sei como, consegui acertar no centro cerca de 3 ou 4 vezes, mas muito se queixou aquela parede, ficou minada com tanto dardo que a atingiu! O meu avô limitava-se a rir e dizia que não havia problema, claro que isto era traduzido na minha mente como um: continua a atirar em frente, no matter what! E eu assim o fazia, mas já me deixei disso, podem ficar descansados que já não sou esse perigo.. Talvez serei outros! =P
Sinto saudades dos tempos de infância e adolescência, em que tínhamos os nossos avós por perto, a contar histórias hilariantes e dos bons tempos que passávamos juntos.
Estas recordações por mim descritas são uma forma de homenagear o meu avô paterno e o meu avô materno, onde quer que eles estejam... Ainda me fazem sorrir! =)
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